POLÍTICA É ASSIM
Presidente da Câmara Municipal de Teresina, Edson Melo foi escanteado. Queria ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Mão Santa. Puxaram-lhe o tapete. Edson ficou puto.
Mão Santa, com paciência de jó, foi passar a mão na cabeça do vereador.
- Edson, quero que você seja o coordenador geral da minha campanha em Teresina.
O vereador, ainda curtindo a ressaca da rasteira política que lhe passaram, não topou.
- Mão Santa, eu gosto muito de você, mas não quero. Eu me sinto totalmente alijado.
- Edson, no meu governo você escolhe a secretaria que quiser. Você vai mandar comigo neste Estado.
E o estica e puxa já ia com mais de duas horas. Mão Santa insistindo e Edson recusando.
- Pense bem, Edson. Minha candidatura nasceu aqui no seu gabinete. Eu agora preciso de você mais do que nunca. Saberei ser grato. Como já disse, você fica com a Secretaria que quiser.
O vereador perdeu as estribeiras.
- Mão Santa, vamos acabar com esse papo furado. Eu não quero cargo algum, não vai ter secretaria alguma, porque você não vai ser governador coisa alguma.
O MITO DA CAVERNA
Quando eu era pequeno, que morava lá em Barbacena, gostava de assistir àquele desenho "A Caverna do Dragão". Só não conseguia entender é por que aqueles jovens nunca se tocavam que nunca achariam o tão desejado caminho de volta pra casa. Ouvi várias explicações. Uma delas é de que todos eles haviam morrido num acidente, no parque de diversões, e que ainda não haviam descoberto que estavam mortos.
Já ouvi dizer que o Mestre do Magos é um obsessor, que fica enganando as crianças sobre um suposto caminho de volta pra casa, mas que ele sabe que esse caminho não existe. Ouvi dizer que o Mestre dos Magos é o mesmo Vingador. Isso não pode, porque uma vez vi os dois duelando.
Nos tempos de hoje, que não sou mais criança, o que eu não entendo é por que aqueles adolescentes aguentam ficar tanto tempo juntos sem fazer nenhuma maldade. Deveriam dar um jeito de tornar a situação mais agradável. Por exemplo: o Hank (aquele loiro do arco mágico) poderia arrochar a Diana (a moreninha acrobata que usa um bastão). O Eric (o medroso do escudo) pegaria a Sheila (a lorinha que usa uma capa da invisibilidade). Eles poderiam até fazer um revezamento entre eles, pra animar o pedaço, né não?! Seria muito melhor.
Entretanto, quero falar de outra caverna: a caverna de Platão. Essa estória, na verdade, é mais conhecida como “O Mito da Caverna”. Platão, no livro VII do Republica, narra uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia. Ele conta que havia vários homens presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, e olhavam sempre a parede à frente deles. Dizia que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar monstros das sombras, surgindo e se desfazendo. Os pobres coitados estavam vendo, na verdade, as próprias sombras.
Os homens temerosos eram inteiramente dominados pela ignorância. Até que um dia um corajoso resolveu se libertar das correntes, olhou para trás, não viu nenhum monstro e foi correndo ver o que havia fora da caverna. Ele desvendou a natureza, como se fosse alguém que lentamente recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade de objetos maravilhosos. Assim, ele se deparou com a existência de uma outra realidade, totalmente oposto ao da caverna. O universo do conhecimento, por inteiro, se escancarava perante ele, com o mundo das formas perfeitas.
Tal homem, então, resolveu voltar e chamar os amigos para conhecer o mundo lá fora. Os que estavam na caverna diziam: “não, não! Os monstros, eu tenho medo”. Peraí! Você, caro leitor, acha que essa história é coisa do passado, da antiguidade?
O Mito da Caverna é atualíssimo. Muita gente tem medo do mundo, vive enclausurada dentro de casa e só vê as sombras da vida pela televisão. Esses encavernados têm medo da realidade, não arriscam, mas não vencem. Só conhecem os monstros pelos violentos programas de TV. E quando chega alguém corajoso e o chama para deslumbrar o paraíso lá fora, o medroso diz: “não, não! Eu tenho medo”. Na verdade, muitos têm até medo de dizer que têm medo.
Francamente, eu não troco uma conversa na porta de casa, por um programa de televisão (exceto Fórmula 1. Calma lá! Não sou santo).
Por isso, esqueça que o Vingador é o bicho papão! Esqueça, pois o Mestre dos Magos não vai lhe salvar! Vá conhecer o que a vida tem a lhe oferecer! Saia da toca!
E, como diriam os encavernados, “não estou criticando, só tentando ajudar”.
Mão Santa, com paciência de jó, foi passar a mão na cabeça do vereador.
- Edson, quero que você seja o coordenador geral da minha campanha em Teresina.
O vereador, ainda curtindo a ressaca da rasteira política que lhe passaram, não topou.
- Mão Santa, eu gosto muito de você, mas não quero. Eu me sinto totalmente alijado.
- Edson, no meu governo você escolhe a secretaria que quiser. Você vai mandar comigo neste Estado.
E o estica e puxa já ia com mais de duas horas. Mão Santa insistindo e Edson recusando.
- Pense bem, Edson. Minha candidatura nasceu aqui no seu gabinete. Eu agora preciso de você mais do que nunca. Saberei ser grato. Como já disse, você fica com a Secretaria que quiser.
O vereador perdeu as estribeiras.
- Mão Santa, vamos acabar com esse papo furado. Eu não quero cargo algum, não vai ter secretaria alguma, porque você não vai ser governador coisa alguma.
O MITO DA CAVERNA
Quando eu era pequeno, que morava lá em Barbacena, gostava de assistir àquele desenho "A Caverna do Dragão". Só não conseguia entender é por que aqueles jovens nunca se tocavam que nunca achariam o tão desejado caminho de volta pra casa. Ouvi várias explicações. Uma delas é de que todos eles haviam morrido num acidente, no parque de diversões, e que ainda não haviam descoberto que estavam mortos.
Já ouvi dizer que o Mestre do Magos é um obsessor, que fica enganando as crianças sobre um suposto caminho de volta pra casa, mas que ele sabe que esse caminho não existe. Ouvi dizer que o Mestre dos Magos é o mesmo Vingador. Isso não pode, porque uma vez vi os dois duelando.
Nos tempos de hoje, que não sou mais criança, o que eu não entendo é por que aqueles adolescentes aguentam ficar tanto tempo juntos sem fazer nenhuma maldade. Deveriam dar um jeito de tornar a situação mais agradável. Por exemplo: o Hank (aquele loiro do arco mágico) poderia arrochar a Diana (a moreninha acrobata que usa um bastão). O Eric (o medroso do escudo) pegaria a Sheila (a lorinha que usa uma capa da invisibilidade). Eles poderiam até fazer um revezamento entre eles, pra animar o pedaço, né não?! Seria muito melhor.
Entretanto, quero falar de outra caverna: a caverna de Platão. Essa estória, na verdade, é mais conhecida como “O Mito da Caverna”. Platão, no livro VII do Republica, narra uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia. Ele conta que havia vários homens presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, e olhavam sempre a parede à frente deles. Dizia que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar monstros das sombras, surgindo e se desfazendo. Os pobres coitados estavam vendo, na verdade, as próprias sombras.
Os homens temerosos eram inteiramente dominados pela ignorância. Até que um dia um corajoso resolveu se libertar das correntes, olhou para trás, não viu nenhum monstro e foi correndo ver o que havia fora da caverna. Ele desvendou a natureza, como se fosse alguém que lentamente recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade de objetos maravilhosos. Assim, ele se deparou com a existência de uma outra realidade, totalmente oposto ao da caverna. O universo do conhecimento, por inteiro, se escancarava perante ele, com o mundo das formas perfeitas.
Tal homem, então, resolveu voltar e chamar os amigos para conhecer o mundo lá fora. Os que estavam na caverna diziam: “não, não! Os monstros, eu tenho medo”. Peraí! Você, caro leitor, acha que essa história é coisa do passado, da antiguidade?
O Mito da Caverna é atualíssimo. Muita gente tem medo do mundo, vive enclausurada dentro de casa e só vê as sombras da vida pela televisão. Esses encavernados têm medo da realidade, não arriscam, mas não vencem. Só conhecem os monstros pelos violentos programas de TV. E quando chega alguém corajoso e o chama para deslumbrar o paraíso lá fora, o medroso diz: “não, não! Eu tenho medo”. Na verdade, muitos têm até medo de dizer que têm medo.
Francamente, eu não troco uma conversa na porta de casa, por um programa de televisão (exceto Fórmula 1. Calma lá! Não sou santo).
Por isso, esqueça que o Vingador é o bicho papão! Esqueça, pois o Mestre dos Magos não vai lhe salvar! Vá conhecer o que a vida tem a lhe oferecer! Saia da toca!
E, como diriam os encavernados, “não estou criticando, só tentando ajudar”.

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