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Local: Teresina, Batalha, Piauí, Brazil

22 fevereiro 2009

DUAS MULHERES CONVERSANDO

A BONITA - Ao contrário do que pensam todos, sou uma pessoa infeliz.

A FEIA - Eu já sou infeliz independentemente do que pensam todos.

A BONITA - A beleza é uma toda colorida que impressiona, mas nem sempre convence.

A FEIA - Pior é ser um negativo esquecido na gaveta sem ninguém interessado em revelar.

A BONITA - Odeio quando falam de cara que sou bonita.

A FEIA - Diz isso porque nunca foi chamada de canhão pelas costas.

A BONITA - Tive os homens todos que desejei, ursinhos de pelúcia jogados no canto do quarto, puro capricho de adolescente.

A FEIA - Apenas um carro movido a combustível, que procurou outro posto tão logo o meu secou, mas de quem sinto ainda hoje a embriaguez da velocidade.

A BONITA - Queria tanto que vissem também minha beleza interior.

A FEIA - Essa eu daria para o Coisa Ruim, em troca do olhar apaixonado de um homem, mesmo banguela.

A BONITA - Por que pensam que sou burra?

A FEIA - Provavelmente porque acham que sou inteligente.

A BONITA - No fundo, para eles não passo de objeto de cama e mesa.

A FEIA - Sou tão somente, acreditam eles, uma enorme piada de mau gosto.

A BONITA - Grudam em mim como carrapatos, medo de serem corneados, mas se esquecem de tirar o celular, alicate mais eficaz na hora de cortar o arame.

A FEIA - Andam com a gente por interesse ou piedade. Que não se iludam, só não pulamos a cerca por falta de alguém acenando do outro lado.

A BONITA - Circulam comigo pela noite como se fosse uma medalha de outro, a ser exposta e cobiçada por todos.

A FEIA - Fico em casa rezando para que retorne, sempre com sorriso estendido desde a entrada e braços alegres puxando para dentro, louvado seja nosso senhor.

A BONITA - Antes o charme da feiúra do que a estupidez da beleza.

A FEIA - Prefiro o arco-iris da beleza ao absurdo matemático da feiúra.


QUANDO ESFRIA

A gente já está tão acostumado com o calor de Teresina que quando as chuvas chegam e o tempo esfira, nota-se uma mudança em tudo e em todos.

Em casa, os maridos ficam mais românticos, demoram mais no lar. Eles gostam de brincar de carpinteiros, reforçando mesas, camas e coisa e tal. Os filhos ficam mais em casa, mas os pais sugerem que já chegou o tempo de petecas e que uma brincadeira na chuva até que é saudável.

Nas ruas, a movimentação diminui porque aumenta nas casas. É claro, mas, mesmo assim, os semblantes demonstram mais alegria e esperança. O povo anda mais ligeiro.
Quem sofre mesmo é a clientela Funrural - INSS dos bancos que recebe nos couros a chuva fina e insistente. Aumenta o reumatismo e quando eles entram lá dentro tremem mais ainda com o ar refrigerado.

Tirando isto, é muito bom quando esfria pois a gente não sua tanto e não usa tanto desodorante. Ruim mesmo é pra quem tem menino novo, porque a frieza faz o bebê mijar mais e não tem frauda que aguente e nem sol pra secar tanto xixi.

Mas tirando isto é bom pra quem namora, pra quem tem um pé de conversa, porque frio pede aconchego e o tempo fica pedindo clemência. Ruim para quem não tem onde fazer, pois os pés de muro ficam frios e os arbustos são pequenos reservatórios d'água.

Tirando isto, o friozinho é muito gostoso. O café fica mais saboroso. E a coisa dengosa vai se chegando pra gente com os olhos pidões e a gente já sabe o que ela quer. Quando esfria é um baroto. Podes crer...


NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM

Apesar da célebre frase "os homens são todos iguais", ninguém é igual a ninguém. Na verdade, essa frase idiota não se refere ao sexo masculino, mas ao ser humano. Cada ser é único. A humanidade não foi feita em pares. Não é assim.

Cada ser é dotado de limitações e qualidades únicas. Cada um com sua individualidade. Cada um na sua e eu na minha. Cada um no seu quadrado. Robinho no seu quadrado. Eu exclusivo. Eu, carta única desse baralho. Já parou pra pensar nisso? Apesar de todas essas "aparências" ninguém é igual a você.

Sou assim: não tenho medo do futuro do que posso vir a ser e a ter. Tudo é apenas conseqüência do que faço, do que penso, do que quero. A vida, pelo menos a minha, é um jogo. Se eu perder deixo que ela -e somente ela- me corrija. Tenho coragem. Enfrento as situações que me desafiam. Entro de olhos abertos no escuro. A vida é mesmo um jogo. Impulsivo? Talvez. Teimoso? Quase sempre.

-"Tem uma pedra no meio do caminho" não anda nessa estrada! Ótimo!!! Pode até ser que você não vá, mas eu vou. Eu piso na pedra, me corto, eu sangro, mas provo que por ali também se pode ir.

Eu jogo contra. Já quebrei a cara várias vezes. Juntei os pedaços. Sempre tem "cola-tudo". Poder de renovação latente.

Eu quero é lealdade e acho vital acreditar nisso. Frustração? A resposta não é tão simples assim.

Como sempre, acabei fugindo do contexto. Começo falando de "a", termino falando de "c". É que vou me deixando levar pelos pensamentos (e os meus nunca fazem sentido) mas deixa assim...