DE VOLTA PARA O FUTURO
Quando eu era criança, tinha comigo que no dia em que tivesse dinheiro alugaria todas as três partes do filme pra as assistir de uma só vez. Talvez só assim entenderia. Hoje tenho dinheiro suficiente pra isso e nunca aluguei. Sei que é muito bom. Aquele super carro e o ator principal, Michael J. Fox, que não sabe caminhar. Passa o filme todinho correndo de uma lado a outro. Sem falar no Dr. Brown, que pra parecer maluco nunca penteia os cabelos. Resultado: todo mundo que quer ser maluco não penteia os cabelos. Quem toca em banda de rock é assim. Nunca vi povo pra querer ser tão maluco. Quer dizer que pra gostar de rock tem que ser doido?? Meus olhos ficam embaçados só de ver. Ou o problema é nos meus olhos, ou realmente tem uma nuvem de fumaça que acompanha esse povo. Onde eles estão, tem fumaça. E mais: andam vestidos de preto e só falam
Mas voltando ao assunto, eu não queria falar no filme “De volta para o futuro”. Queria na verdade falar em “De volta para o passado”. Há sete anos, escrevi um texto para desejar feliz natal às pessoas de quem eu gostava. Como ainda não havia blog, tive que sair distribuindo de casa
NATAL DE 2001
O vento gelado acariciava a barba do Papai Noel e seu rosto vermelho exibia um doce e plácido sorriso. O trenó, com o suave fundo musical dos sinos, avançava sobre a neve branca. O homem tinha seus princípios: foram dois mil anos distribuindo presentes. Aproveitando que seu contrato seria renovado, era-lhe necessário se modificar, adequar-se aos novos tempos. Vamos acompanhá-lo para entender o significado das suas mudanças.
Quando chegou ao seu primeiro destino, deixou belos brinquedos para as crianças. Na vez dos adultos, em vez de lhes oferecer um presente, deu-lhes um ausente. É verdade que demorou anos e sofreu numerosas frustrações na profissão até entender que a condição humana precisa desvalorizar o que possui para idealizar o que está ausente. É evidente que as pessoas se frustram com o que têm e se deleitam com o que lhes falta.
Papai Noel estava cansado de encher a sacola com presentes que, no dia seguinte, eram abandonados nas gavetas ou pendurados nas paredes, quando não repassados para terceiros. Estava na hora de dar aos humanos o que realmente desejavam e, por mais estranho que pudesse parecer, sua nova mercadoria era mais leve e fácil de transportar do que geladeiras, videocassetes ou carros.
O melhor presente, a ser conservado por muito tempo (às vezes, anos) é uma pessoa ou um objeto perdido ou ausente. O marido espera que a mulher o abandone para amá-la. A mulher precisa ficar viúva para descobrir que não aproveitou o marido
Por isso, no Natal do ano 2001, os humanos, pela primeira vez na sua história, terão uma verdadeira festa, com extraordinária abundância proporcionada pela sacola vazia do Papai Noel. Pessoalmente, admito estar um pouco inquieto pelas festas natalinas e a certeza de que o Papai Noel também vai responder aos meus pedidos e me proporcionar alguma ausência importante, que me faça feliz, me encha de sentido e de entusiasmo.
Não tenho a mesma experiência nem o mesmo tempo de serviço que Papai Noel, mas ofereço a você alguns conselhos, que não me surpreenderia se depois de alguns dias fossem parar no fundo de uma gaveta.
1. Quando temos dúvidas quanto a amar é porque estamos certos de que não amamos.
2. Não deve esquecer que os desejos não satisfeitos deixam durante um tempo um vazio na existência. Essa sensação é transitória; é só esperar até que se instalem novos desejos.
3. Feliz Natal, muitos presentes e alguns ausentes.
CASAMENTO
Dizem que casamento é bom. Acredito. Um amigo meu se casou seis vezes. O que eu não entendo é por que as pessoas se separam. O casamento do Ronaldo Fenômeno com a Cicarelli só durou um mês. Acho que foi ele que não durou. Lembro do tempo que a Ivete Sangalo se separou do marido. O casal alegou que tinha pouco tempo para se ver. Assim sendo ela deveria ter se casado com o Marcelo Rangel, aquele empresário, dono de blocos de micaretas. Ou seja, ele num faz nada. Fui a alguns shows e o Marcelo estava sempre acompanhando a cantora. Mas ela não quis. Preferiu o filho do Morais Moreira. Só pra contrariar.
Muitas pessoas pensam que casamento serve pra resolver problemas. Não é assim. Foi o que eu disse pra Ivete. Outra amiga minha (observe - "outra"), lindíssima, inteligente, desejadíssima
pelos homens de Teresina e tudo mais, casou-se com um viado. Dizem que ela fez isso pra protestar, porque o pai a prendia muito dentro de casa, queria controlar a vida dela. Deu
que ela não aguentou o marido viado (ou ele que não aguentou). Separou-se e tem que ouvir as críticas e sustentar a filha. Pior, a turma num tá mais tão afim dela. Desvalorizou o passe.
Um caso menos real é o da "Belinha", da antiga novela CABOCLA. A Belinha era morta de apaixonada pelo Neco. O Neco só pensava
se com um cara que ela nem conhecia. Na verdade, o casamento foi, principalmente, pelo interesse financeiro do pai. Vai sobrar pro rabo da Belinha (sobrar nos dois sentidos). Quem faz esse tipo de coisa está comprando infelicidade. Um dia o circo pega fogo, a casa cai, a canoa fura, a cuia quebra.
Eu particularmente entendo casamento como a união de dois amores para resultar num amor ainda maior, que gera um bocado de amorezinhos. O diabo é continuar casado. Num vê a Suzana Vieira com esse ex-PM que morreu! Quando eram casados, todo mundo dizia "que casamento lindo". Só porque o cara era novinho, bonitão, e aceitou casar-se com uma corôa murcha (mas bonita, convenhamos). Separaram-se e muitos disseram "que pena". Hoje se sabe que o cara só vivia com o nariz entupido de cocaina. Ninguém que se droga é feliz. Que Deus o tenha! E ela taí na praça de novo.
A convivência a dois não é fácil. Tem que ter amor pra tolerar. Sem amor, não é só o cabaço que quebra, digo, a cuia. Os ex-quase-futuro noivos também quebram a cara. Casar-se não é somente colocar uma aliança no dedo e assinar um papel. É deixar todos os hábitos de uma vida anterior e apostar numa vida dividida, onde a outra metade pertence a outra pessoa. Se perder a aposta, das duas uma: divórciar ou comer tampado pro resto da vida. O caminho menos doloroso é o divórcio, mas já vi gente dizendo que "do divórcio pra morte é só um pulo".
Esse discurso não é pra desanimar ninguém. É só pra dizer que casamento é como a união de dois amores que resulta num amor ainda maior, que gera um bocado de amorezinhos. Ou seja, tem
que ter AMOR, seguindo todas as definições sobre esse sentimento.
É BRINCADEIRA
Só pode. Só deve ser brincadeira. Ouvi dizer que o Coronel Padrão mandou arrancar os aparelhos de ar-condicionado das viaturas dos PM’s. Segundo o Carlos Augusto, só tiraram de sargento pra baixo. Dos oficiais (tenente, capitão, etc.) não tiraram. É brincadeira! Os caras agora vão virar churrasco.
Por outro lado, dou razão ao Coronel Padrão. Isso vai melhorar, e muito, o trabalho da Polícia Militar. No calor, os policiais vão ficar mais estressados. Quando eles pegarem os malandros, não vão nem contar conversa: vão meter fogo. Aí a corporação vai abrir inquérito administrativo para averiguar se houve abuso e, assim, os maus policiais vão ser banidos. Serão dizimadas duas espécies: as de bandidos e as de maus policiais.
Mas falando sério: não acredito nessa história de que tiraram os aparelhos de ar-condicionado dos carros. Outro dia passou um na porta da minha casa com os vidros fechados. O carro era um gol e não acredito que oficial ande em gol, com tanta blazer no pátio do quartel.
Ei, gente! Essa estória aqui é brincadeira, viu?!

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