ENCERRADO

Notícias e entretenimento

Nome:
Local: Teresina, Batalha, Piauí, Brazil

29 dezembro 2008

De Charles Chaplin

Eu

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubistitúiveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risadas quando não podia,
Fiz amigos eternos,
Amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e
Tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo!
Não passo pela vida...

e Você

Também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante.


TÔ CONTIGO

Se tem uma coisa que aprendi nessa vida foi a não ter medo de homem nenhum. E o Pádua Araújo, apresentador da TV Antena 10, perguntou: “Tá comigo, ou tá com medo?” Eu disse: “Tô contigo”, claro.

Hoje ele baixou o pau no governo do Estado. Eu jamais faria isso. O Pádua abriu o programa questionando sobre uma tal de empresa instalada dentro do Detran, que cobra um absurdo para cadastrar contratos de alienação de veículos comprados no Piauí. Já entraram na Justiça para impedir essa cobrança, que deu parecer favorável, mas não tem jeito: voltaram a cobrar. Quem compra carro financiado, como se já não faltasse dinheiro pra comprar à vista, ainda tem que pagar uma taxa simbólica de 250 reais (duzentos e cinqüenta) para pôr a documentação no novo nome. Se for moto, o valor é menor: 170 reais (cento e setenta). É uma taxa, segundo o Detran e a própria empresa, cobrada para, simplesmente, fazer um registro, colocar os dados em um computador. O Pádua disse na televisão que qualquer idiota sabe que essa invenção é uma farsa. 80% desse dinheiro fica para a empresa, 20% para o Detran. Aí tem água na cabaça.

O que eu não entendo é o seguinte: tantos outros registros que fazemos, a taxa não chega a dez reais. Por que essa tem que ser 250? Quando quatro pessoas fazem esse cadastro, já entra mil reais no bolso dos espertos. E lá nessa empresa não tem tanta gente trabalhando. Só uns gatos pingados. Eu fiz foi ver. E todo mundo passa o dia no MSN ou em joguinhos do computador. Eu fiz foi ver.

O Danilo Damásio também criticou:

“...o governo do Piauí, na contramão da história, acabou de aumentar as taxas do DETRAN em 10% e chamou de volta uma empresa de Brasília pra cobrar uma taxa indecente do pobre trabalhador que resolver financiar um veículo pra sair do sol e da chuva nas paradas de ônibus.
E é porque o nome do diretor do DETRAN é Jesus!”

O Danilo disse que a taxa é indescente. Não acredito que ele esteja errado.

O Pádua disse que tem roubalheira nessa história. Ele pode até estar enganado, mas ou eu estou com ele, ou estou com medo.

Pádua, tô contigo!


TO BE or TO BE

That’s the question. Já falei e repito: mais difícil que descobrir talento é esconder a burrice.

Comprei um carro novo em Fortaleza e resolvi emplacar em Teresina. Quando cheguei ao Detran, enfrentei uma fila de arrepiar. Até aí tudo bem. Ao ser atendido, fui informado que precisaria, antes de tudo, ir à Secretaria de Fazenda. Lá, a balconista com um discurso que parecia ser decorado:

- Mazé, atende aqui esse menino!
- Eu não, mermã, meu horário tá acabando.
- Luís, vê aqui o que ele quer!
- Vai-te à merda! Me larga de mão!

E fiquei nesse pingue-pongue.

Saí de lá fui à concessionária da marca que vendeu o carro.

Da Concessionária à Caixa Econômica.

Da Caixa à casa lotérica.

Loteria, Banco do Brasil.

Banco do Brasil, SEFAZ do troca-troca.

Do troca-troca à SEFAZ no centro administrativo.

Centro Administrativo, de volta ao Detran.

Resumo da ópera: ainda não emplaquei o carro, porque, pura e simplesmente, não havia, em nenhum desses órgãos, um funcionário competente que pudesse me explicar o procedimento correto. Nem no próprio Detran. Peguei sete filas. Cada uma de, pelo menos, uma hora.

Os atendentes parecem fugir do trabalho. Somente na Caixa Econômica fui bem atendido, e com rapidez. Nos demais órgãos, uma pessoa joga pra outra. Pensando bem, não é que elas estejam fugindo do trabalho, mas estão tentando esconder que são burras.

Meu pai, que amava os Beatles e os Rolling Stones, nunca ouviu falar em concurso para servidor do Detran-PI. Eu, concurseiro de plantão, também não. E vá ver quantos trabalham nesse tal Detran!! É um funcionário pra abrir a porta, outro pra sorrir pro chefe, outro pra carimbar, outro pra dizer que expediente acabou, e por ai vai.

Se a eficiência é fundamental para o desenvolvimento, o Estado do Piauí está devendo. E devendo não só pra mim, mas pra toda a sociedade que paga impostos absurdos. Se a eficiência é um dever constitucional da administração pública, o Estado do Piauí deveria ser fechado e voltar à idade da pedra. Aí, sim, começaríamos bem. Foi assim que aconteceu com o Império Romano. Quando a corrupção não tinha mais para onde crescer, o Império ruiu e entrou no período medieval. Os poderosos de Roma subiram em seus cavalos e foram degladiar: eram os famosos “Cavaleiros Medievais”.

E no Piauí, quem é o Imperador? Quem são os fariseus? Quem são os escravos? Quem são cavaleiros? Quem são os cavalos? Quem é a mula sem cabeça? Por que não se demite essa cambada de gente incompetente pra se contratar, via concurso público, pessoas realmente eficientes? Resposta: “quem tem égua não compra cavalo”.

08 dezembro 2008

DINGOBEL

Poisé! Natal tá chegando. Quando eu era pequeno que morava lá em Barbacena, as crianças todas acreditavam em Papai Noel. Eu, na verdade, sempre desconfiei. Sei que ele nunca deixou presente debaixo da minha cama. Quem me presenteava eram meu pai e minha mãe. Nunca nem disseram “foi Papai Noel que mandou”. Eles também nem se atreveriam a dizer isso, até porque eu não era abestalhado, não acreditaria mesmo. Algo sempre me dizia que o bom velhinho era uma invenção dos donos das lojas só para venderem nesta época. Mas é minha mania de botar taxa nas coisas. Papai Noel existe. Eu fiz foi ver. Aqui em Teresina tem uns trinta. Só no Teresina Shoping são cinco.

Sei que dizem que no Natal comemora-se o nascimento de Cristo. Na verdade, nem sei se algum dia Cristo nasceu. Este, sim, sei que sempre existiu. O triste é que todo mundo fala em Jesus, comemora o nascimento dele, mas pouco se fala do que nosso Mestre fez até ser crucificado, do que representa essa trajetória, do legado deixado para nós. Como diria minha mãe, falam muito em festa e esquecem da religiosidade, do quão é importante este momento. Na minha mania de contrariar, enquanto todos cantam “dingobel” vou deixar aqui abaixo algo que, talvez, possa nos estimular a uma reflexão. Se não gostar, desculpe-me! É que hoje estou meio “down”.


A Sentença de Cristo

“No ano de Tibério César, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio, do Romano Império, no ano de setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia; Quinto Sérgio, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, Pôncio Pilatos; regente, na baixa Galiléia, Herodes Antipras; pontífice do sumo sacerdote, Caifás; magnos do templo, Alis Almael, Robas Acasel, Franchino Ceutauro; Cônsules romanos da cidade de Jerusalém; Quinto Cornélio Sublime e Sixto Rusto, no mês de março e dia XXV do ano presente – Eu, Pôncio Pilatos, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe – Cristo Nazareno – e Galileu de nação, homem, sedicioso, contra a Lei Mosaica – contrário ao grande Imperador Tibério César. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se Filho de Deus e Rei de Israel, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do Sacro Templo, negando tributo a Cezar, tendo ainda o atrevimento, de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpua e coroado de espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje Antoniana, e que se conduza Jesus ao monte público da Justiça, chamado Calvário, onde crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: Jesus Nazarenus, Rex Judeorum. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: Rabam Daniel, Rabam Joaquim Banicar, Banbasu, Laré Petuculani. Pelos fariseus: Pullieniel, Simeão, Ranol, Babbine, Mandoani, Bancurfossi. Pelos Hebreus: Matumberto. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: Lúcio Sextilo e Amacio Chilicio.”



BONA CARBURETO
Essa aqui é engraçada, mas foi verdade. Bona Carbureto, famoso político das bandas de Campo Maior, principalmente, pelas suas tiradas. Ele dá, mas também pega muitas pauladas na política. Não fica a se lamentar pelos cantos: “Podem bater à vontade, pois enquanto o pau sobe e desce, o espinhaço descansa”, assim dizia ele.

Acusado publicamente de estelionato por adversários e credores, ele se defende: “Aqui e acolá passo cheque sem fundo, mas sou um cidadão honesto”.

Certo dia, ele recebe ligação de um gerente de banco:

- Deputado, sua letra venceu.

- Venceu, é ?

- Venceu, sim, deputado.

- Pois eu não esperava nem que ela empatasse.