ENCERRADO

Notícias e entretenimento

Nome:
Local: Teresina, Batalha, Piauí, Brazil

29 agosto 2006

CHIP 31 ANOS

“... pois é, mulher, eu não gosto é deste nome. Rapariga. Acho feio. Tu vê que, quando o homem quer esculhambar uma mulher, chama logo de rapariga. Quando quer humilhar a gente. Olha, eu te digo bem aqui, estou nesta vida mas tenho minha vergonha, minha moral. Então, porque eu não tenho emprego, bem que eu procuro, tu sabe, né? Ainda ontem, fui ver aquele emprego no escritório que o Valfrido me disse. O amigo dele queria uma secretária. Era gente boa. A primeira coisa que o cara fez foi meter a mão nos meus peitos. Pra lá! Dei um chega nele e disse o diabo. É assim: os homens só querem aproveitar. Não nego. Eu posso sair com um homem, fazer programa que eu faço mesmo, mas é dentro da moral e da decência. Outra coisa, mulher: eles querem tudo de graça. Pensam que a gente anda doida por macho. Eu, por mim, não me entrego a qualquer veste-calça. Tem uns que só porque tem carro importado, andam cheirosos, bebem uísque, acham que a mulher deve ser escrava deles, fazer o que eles mandam e ainda não querem pagar bem. Olha, Lindinalva, eu vou te dizer uma coisa: eu posso até receber uma mincharia de um estudante, de um caixeiro de loja, de um professor porque é gente que ganha pouco, mas de homem com carro de ar condicionado, sonzão estourando, bebedor de uísque, só um bom dinheiro. Acima de duas onças. Ora, se eu vou abrir minhas pernas por mincharia. Vou nada! Minha filha eu tenho 19 anos, passo por moça em qualquer lugar. Deixa eu te dizer: outro dia eu não fui para Fortaleza, fazer de conta que era noiva com um cara? Mulher, foi o maior barato. Mordomia, milha filha, mordomia. Ficamos num hotel grande, umas dez estrelas. Chegando lá, o cara me tratando divinamente bem, um luxo, ele me apresentou como estudante da faculdade de não sei o quê, mas disse que eu falasse pouco. Foi o que eu fiz. Me levou para a casa de uns parentes, eu dissesse o nome que ele mandou, falei pouco, acho que o povo de lá não gostou muito de mim não, porque ele disse que a gente ia voltar logo. Passamos só uma noite e assim mesmo o cara não transou. Pois, mermã, tu acredita que o cara era bicha? Queria só fazer figuração comigo. Eu não tava nem aí, ele me pagou bem e ainda hoje é meu amigo. Empresário conhecido, mulher. Bicha. Dá o anel que chora... Olha aqui, tu tá vendo este celular? Ah, mermã, foi a coisa mais importante que o homem inventou. Se não fosse o celular o que seria das raparigas? Rapariga sem celular é uma lascada. Foi um velho que me deu. Eu sai com ele, tá sabendo né, aí eu combinei com ele para fazer um programa por semana, de graça. Ele me dava um michê de uma onça. Dava 4 onças por mês. Ele paga o celular e fica pela transa. Gente boa, sem problema, a gente ainda almoça no motel. Olha, mulher, em tudo no mundo tem que negociar. A coisa tá difícil, mermã.O que tem de estudante concorrendo com a gente. Essas meninas que vem do interior, estudar em Teresina, andar na Templo, toma cerveja nos pagodes, nas suinguieiras. Taí, num gosto de suingueira. Detesto. Num tem futuro. Lá nessas suingueira é que gostam de chamar a gente de rapariga. Rapariga é a mãe deles. Vige, vou apagar o fogo da panela, depois te ligo...”

25 agosto 2006

TUDO PASSARÁ...

“... tudo passa, tudo sempre passará...” Que música sem sentido!! Nem tudo passa. Algumas ficam, pra sempre, em nossa vida ou na história. Algumas coisas simplesmente não mudam. O tempo passa e crescer não significa ter idade avançada, mas ter responsabilidade e assumir o que se faz. Por outro lado, devemos ser crianças a vida inteira. Conhecemos as pessoas e percebemos que a maldade pode estar atrás de uma bela face.
Nos momentos de tristeza, quando não temos ninguém pra desabafar, é possível conversar com as estrelas. É possível se confessar com a lua e viajar atrás do infinito. Em nossa vida e na vida dos outros, dar um carinho é preciso. Sonhar é preciso. Viver é preciso. Pois o que realmente importa é a paz interior.
Não entrarei em mais detalhes. Eu nada teria dito nada, se fosse necessário tudo dizer.

21 agosto 2006

Nas mãos, dentro de uma caixa velha de sapatos, apenas os restos daquilo que, um dia, eles chamaram de amor.
- uma foto de um sorriso vestido de azul;
- duas lágrimas ressecadas com gosto de açúcar;
- um chumaço de cabelo loiro amarrado com uma fita vermelha;
- cheiro de sexo;
- quatro envelopes brancos em branco;
- duas balas de revólver calibre 22;
- um guardanapo com um poema de Neruda, borrado e sem possibilidades de ser lido;
- três sorrisos intactos;
- um cochilo;
- um grito;
- um lenço branco de papel, dobrado em forma de cisne;
- 27 sonhos (13 deles coloridos).

17 agosto 2006

O planeta Marte será o mais brilhante no céu noturno em agosto.
Ele poderá ser observado a olho nu, tão grande quanto uma lua cheia, especialmente no dia 27.
Vai estar mais próximo da Terra.
Não deixe de observar o céu na noite de 27 de agosto, à meia-noite emeia.
Você verá "duas luas"!!! Não perca. A próxima vez que Marte vai aparecer assim será em 2287.
Compartilhe isso com seus amigos pois ninguém, vivo hoje, terá a oportunidade de observar o fato novamente.

12 agosto 2006

SEM NEXO

Ei! Alguém sabe quando é o período da festa dos reis, o famoso reisado? Aqui no Piauí, com essa fome e miséria deveria ser a festa dos três Reis Magros. De modo que não sei pra que serve nem uma coisa, nem outra, nem como tudo começou.
Quando eu era pequeno, que morava lá em Barbacena, minha mãe chamou um grupo de reisado pra tocar lá em casa. Lembro que tinha um segurando uma bandeira, outro tocando tambor. Por um certo momento, pensei que fosse macumba. O do tambor tentava cantar, mas não saia uma letra. Talvez por que ele era desdentado. Tinha hora que ele balançava pra um lado e para o outro. Talvez fosse fome. Acho que deve fazer parte da tradição. E como ando muito velhaco com esse negócio de tradição, prefiro fazer de conta que os Três Reis Magros estão comendo um X-Burguer lá no Bobs. Aliás, Dogs, pois aquilo parece comida pra cachorro. Coisa de gente besta, quando quer ficar ali sentado pra todo mundo passar e ver que você tá comendo ração pra Pit Bull. E a gente num pode nem dar “psiu” pra gatinha que passa. Dizem que “psiu” é brega. Eu não dou “psiu”, empresto. Aproveitando o assunto sobre cantadas bregas, pode prestar atenção: quando passa uma menina e o cara diz “quanta saúde”, “gostosa”, “boazuda”, é porque a mulher tá precisando perder dois quilos. Ela tá boa para os homens, mas ela e as outras mulheres acham que está gorda. Agora quando o cara diz “oi, gatinha” e “que gracinha”, significa que a mulher está em forma para as mulheres e talvez um pouco magra para alguns homens.

09 agosto 2006

PORÉM, MAS, CONTUDO...

Hoje existem edifícios mais altos e estradas mais largas,
porém temperamentos pequenos e pontos e vistas mais estreitos.
Gastamos mais, desfrutamos menos.
Temos casas maiores, porém famílias menores.
Temos mais compromissos, porém menos tempo.
Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento.
Temos mais remédio, porém menos saúde.
Multiplicamos nossos bens, contudo reduzimos nossos valores humanos.
Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais.
Chegamos à Lua, mas temos problemas para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho.
Temos dinheiro, porém menos moral.
Dias em que chegam dois salários em casa, por outro lado aumentam os divórcios.
Dias de casas mais lindas, porém de lares desfeitos.
É tempo de mais liberdade, porém de menos alegrias.
Conquistamos o mundo exterior, falta o mundo interior...

04 agosto 2006

Diabético é quem não consegue ser doce...

MINI-DIÁLOGO
- Amor?
- Oi...
- Amoreco?
- Diz, more...
- Faz massagenzinha nos meus pés?
- Cansaço, amorzim?
- É que de repente me deu uma vontade tão grande de pisar nas nuvens...