ENCERRADO

Notícias e entretenimento

Nome:
Local: Teresina, Batalha, Piauí, Brazil

17 agosto 2010

A BELEZA É SUPERFICIAL

O João Cláudio diz que a beleza é suferficial. De fato! A feiura é que é profunda.
Por outro lado, acho que não existe ninguém feito.
Se você encontra na rua alguém horrível, com certeza, há outro alguém que ama aquela pessoa e a acha bonita.
Mas, às vezes, acho que não dá pra superar.
Tem gente que é tão feio que quando era mais novo a própria mãe amarrava pedaços de bife no pescoço para o
cachorro aceitar brincar com ele.
Lá perto de casa, tem um cara horrível. É capaz do Freddy Krueger ter pesadelo com ele.
Porém, nunca se deve brincar com esse assunto. Já senti na pele isso.
No último carnaval, fui comprar uma mascara, e o vendedor só me ofereceu o elástico. Senti-me um lixo.

A Jú (foto ao lado), dançarina do Tchan, por exemplo. Eu até que achava ela bonitinha, mas as meninas que trabalham comigo dizem que ela é muito é feia. Não entendo.

23 abril 2010

VÁ DE SALTO

Uma posição estratégica: pernas alongadas, pés em arco, panturrilhas tensionadas. Sapatos com salto alto são eficazes armas de sedução e poder.
Nos anos 80, tornaram-se um símbolo de vaidade excessiva e corrupção. Ao mesmo tempo, sapatos podem ser motivo de ruína.
Se logo mais à noite seu plano for sair para uma balada, siga o conselho de Danuza Leão: "Vá de salto alto".



Um sapato com salto pode turbinar um traje simples ou tornar ainda mais letal a expressão "vestida para matar".

"Um sapato nunca é somente um sapato" (Valerie Steel)

"Não sei quem inventou o salto alto, mas todos os homens devem muito a essa pessoa" (Marilyn Monroe)

"Uma mulher mora em seus sapatos" (Carrie Bradshaw)

"Comprar sapatos é melhor que fazer sexo. Pelo menos você tem certeza de que vão durar para sempre" (Madonna)

"Se vejo um par de sapatos que adoro, não importa se são de meu número: compro assim mesmo" (Keira Knightley)

18 abril 2010

PDV

Uma fofoquinha de vez em quando não faz mal a ninguém.
Mão Santa, quando era governador do Piiiiauí, tinha ido prestigiar a inauguração da sede da Academia de Letras do Médio Parnaíba, na cidade de Amarante. O subsecretário Magno Pires, membro da Academia, fazia parte ativa da ala dos intelectuais e da mesa maior.
Era em plena efervescência do Programa de Desligamento Voluntário, o famoso PDV. Magno Pires era o próprio PDV, comia PDV, respirava PDV.
Terminada a solenidade, os cinegrafistas Clarindo e Neto viram uma maneira de conseguir o leite das crianças: oferecer ao sub uma cópia da fita da solenidade. E saíram a procura do homem. Encontraram-no à beira do rio Parnaíba. De longe, o Clarindo foi dizendo:
- Doutor Magno, doutor Magno, a gente tem uma fita pra lhe vender.

Tomado de surpresa, Magno Pires pegou uma caneta e tirando um pedaço de papel do bolso, respondeu:
- PDV? PDV? Vocês querem entrar no PDV? Me dá aqui o nome de vocês...


JMTV - 2ª Edição



O JMTV - 2ª Edição, em Timon, agora acrescentou mais uma atração.
Pelo menos, duas vezes na semana haverá entrevistas em estúdio com autoridades do município.

Já foram entrevistados o delegado Michel Sampaio, a coordenadora da Vigilância em Saúde, Itelmária Escórcio, entre outros.

Os assuntos em debate serão de acordo com os temas de maior relevância na cidade.
As entrevistas ficam por conta de Laércio Caldas e a apresentação do telejornal com Josué Nogueira.

O JMTV é exibido de segunda a sábado, às 7 da noite, canal 14.

19 janeiro 2010

NO GRITO

Dizem que a Maíra, aquela que participou do BBB, vai fazer um filme cujo nome é "Garganta Profunda". Maldade do povo! Tadinha! A garganta é dela e ela faz o que quiser.
Tem gente que usa a garganta só pra gritar, quando está com raiva. Aliás, você sabe por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Não há necessidade de gritar quando a outra pessoa está ao seu lado. E por que não é possível falar em voz baixa?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir essa distância, precisam gritar. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvirem o outro, na distância.
Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Por que os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes, os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram.



NO FRONT
"A mesma velha trincheira, a mesma paisagem,
Os mesmos ratos, crescendo como mato,
Os mesmos abrigos, nada de novo,
Os mesmos e velhos cheiros, tudo na mesma,
Os mesmos cadáveres no front,
A mesma metralha, das duas às quatro,
Como sempre cavando, como sempre caçando,
A mesma velha guerra dos diabos."
(SOLDADO INGLÊS)

"Que venham os meses e os anos, não conseguirão tirar mais nada de mim,
Não podem tirar mais nada.
Estou tão só e sem esperança, que posso enfrentá-los sem medo.
A vida, que me arrastou por todos esses anos, eu ainda a tenho nas mãos e nos olhos."
(SOLDADO AMERICANO)

"Estamos tão exaustos que dormimos, mesmo sob intenso barulho.
A melhor coisa que poderia acontecer seria os ingleses avançarem e nos fazerem prisioneiros.
Ninguém se importa conosco.
Não seremos substituídos.
Os aviões lançam projéteis sobre nós.
Ninguém mais consegue pensar.
As rações estão esgotadas - pão, conservas, biscoitos, tudo terminou.
Não há uma única gosta de água.
É o próprio inferno"
(SOLDADO ALEMÃO)

10 novembro 2009

POLÍTICA É ASSIM

Presidente da Câmara Municipal de Teresina, Edson Melo foi escanteado. Queria ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Mão Santa. Puxaram-lhe o tapete. Edson ficou puto.

Mão Santa, com paciência de jó, foi passar a mão na cabeça do vereador.
- Edson, quero que você seja o coordenador geral da minha campanha em Teresina.

O vereador, ainda curtindo a ressaca da rasteira política que lhe passaram, não topou.
- Mão Santa, eu gosto muito de você, mas não quero. Eu me sinto totalmente alijado.
- Edson, no meu governo você escolhe a secretaria que quiser. Você vai mandar comigo neste Estado.

E o estica e puxa já ia com mais de duas horas. Mão Santa insistindo e Edson recusando.
- Pense bem, Edson. Minha candidatura nasceu aqui no seu gabinete. Eu agora preciso de você mais do que nunca. Saberei ser grato. Como já disse, você fica com a Secretaria que quiser.

O vereador perdeu as estribeiras.
- Mão Santa, vamos acabar com esse papo furado. Eu não quero cargo algum, não vai ter secretaria alguma, porque você não vai ser governador coisa alguma.



O MITO DA CAVERNA
Quando eu era pequeno, que morava lá em Barbacena, gostava de assistir àquele desenho "A Caverna do Dragão". Só não conseguia entender é por que aqueles jovens nunca se tocavam que nunca achariam o tão desejado caminho de volta pra casa. Ouvi várias explicações. Uma delas é de que todos eles haviam morrido num acidente, no parque de diversões, e que ainda não haviam descoberto que estavam mortos.

Já ouvi dizer que o Mestre do Magos é um obsessor, que fica enganando as crianças sobre um suposto caminho de volta pra casa, mas que ele sabe que esse caminho não existe. Ouvi dizer que o Mestre dos Magos é o mesmo Vingador. Isso não pode, porque uma vez vi os dois duelando.

Nos tempos de hoje, que não sou mais criança, o que eu não entendo é por que aqueles adolescentes aguentam ficar tanto tempo juntos sem fazer nenhuma maldade. Deveriam dar um jeito de tornar a situação mais agradável. Por exemplo: o Hank (aquele loiro do arco mágico) poderia arrochar a Diana (a moreninha acrobata que usa um bastão). O Eric (o medroso do escudo) pegaria a Sheila (a lorinha que usa uma capa da invisibilidade). Eles poderiam até fazer um revezamento entre eles, pra animar o pedaço, né não?! Seria muito melhor.

Entretanto, quero falar de outra caverna: a caverna de Platão. Essa estória, na verdade, é mais conhecida como “O Mito da Caverna”. Platão, no livro VII do Republica, narra uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia. Ele conta que havia vários homens presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, e olhavam sempre a parede à frente deles. Dizia que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar monstros das sombras, surgindo e se desfazendo. Os pobres coitados estavam vendo, na verdade, as próprias sombras.

Os homens temerosos eram inteiramente dominados pela ignorância. Até que um dia um corajoso resolveu se libertar das correntes, olhou para trás, não viu nenhum monstro e foi correndo ver o que havia fora da caverna. Ele desvendou a natureza, como se fosse alguém que lentamente recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade de objetos maravilhosos. Assim, ele se deparou com a existência de uma outra realidade, totalmente oposto ao da caverna. O universo do conhecimento, por inteiro, se escancarava perante ele, com o mundo das formas perfeitas.

Tal homem, então, resolveu voltar e chamar os amigos para conhecer o mundo lá fora. Os que estavam na caverna diziam: “não, não! Os monstros, eu tenho medo”. Peraí! Você, caro leitor, acha que essa história é coisa do passado, da antiguidade?
O Mito da Caverna é atualíssimo. Muita gente tem medo do mundo, vive enclausurada dentro de casa e só vê as sombras da vida pela televisão. Esses encavernados têm medo da realidade, não arriscam, mas não vencem. Só conhecem os monstros pelos violentos programas de TV. E quando chega alguém corajoso e o chama para deslumbrar o paraíso lá fora, o medroso diz: “não, não! Eu tenho medo”. Na verdade, muitos têm até medo de dizer que têm medo.

Francamente, eu não troco uma conversa na porta de casa, por um programa de televisão (exceto Fórmula 1. Calma lá! Não sou santo).
Por isso, esqueça que o Vingador é o bicho papão! Esqueça, pois o Mestre dos Magos não vai lhe salvar! Vá conhecer o que a vida tem a lhe oferecer! Saia da toca!
E, como diriam os encavernados, “não estou criticando, só tentando ajudar”.

27 outubro 2009

SONHADOR

Eu quase passava em branco e não prestava uma homenagem ao Alberto Silva. O cara era sonhador mesmo, mas, acima de tudo, muito inteligente.

Uma pessoa que trabalhava com ele disse que Alberto Silva, engenheiro que era, sabia tudo de matemática. Pra se ter uma idéia, era capaz de fazer um cálculo de Integral só de cabeça. Pra quem conhece, sabe que é difícil.

Outra coisa: eu soube que na construção do estádio Albertão, os engenheiros não estavam acertando fazer aquelas torres de iluminação. Foi aí que o velho se meteu, deu um show e mostrou como se faz. Estão aí as torres até hoje, sem nenhuma rachadura.

Mas, cá entre nós, o que ele gostava mesmo era de política.
No movimento pré-eleitoral de 1994, Alberto Silva andava bastante animado com a possibilidade de vitória do candidato Francisco Morais Sousa, o Mão Santa, recém transferido para o PMDB.

Também candidato, sendo que à deputado federal, Alberto Silva, quando um correligionário lhe telefonou para saber das coordenadas, o velho sonhador disse:

- Olha, companheiro, precisamos acabar com esta oligarquia do Piauí. Vamos eleger gente competente e experiente, como meu filho Paulo Silva, minha filha Suzana, meu sobrinho João Silva, meu filho Marcos Silva e meu genro Paulo Cunha.


ALMA DE PIRATA
Não me interessa que os mares sejam sete, os medos sejam quase doze e as possibilidades de calmaria sejam zero. Pouco importa que centenas de fileiras de canhões estejam mirando o breve espaço entre meus olhos. Não me causa medo que seus tesouros sejam supostamente guardados por monstros que cuspam fogo, nem por enormes cavaleiros vestidos de branco.

Nunca me flagrei sentido as pernas tremerem nem os cílios farfalharem em meio às ventanias das tempestades. Das pranchas já saltei algumas vezes, mergulhando entre tubarões de todas as cores. Perdi, sim, perdi aqui e ali um pedaço de mim. Tenho um olho de vidro, um gancho eternamente espetado no peito e o terço inferior de minha perna esquerda dói bastante nas noites frias.

Tenho tatuada na testa a marca da insensata sensatez de buscar meus sonhos. Carrego nas costas as cicatrizes das milhares de chibatadas desferidas por quem desacredita nas coisas que inexistem, óbvias e claramente visívies. Mas, aqui, pulsa sem parar, um coração, fechado dentro de um baú, enterrado bem no fundo do mar, em local incerto, sem mapas nem cruzes nem sinais de quinze passoas à direita.

Não há abismos após o horizonte. Não para mim e para os vários “eus” que me acompanham nas batalhas. Eu que conheço posso dizer: não acredite que em algum lugar do outro lado do mundo haja um redemoinho que rode e rode e rode, tragando as alegrias. Já abati com minha espada o pobre e pequeno grande monstro devorador de desejos e dele existem milhões de pedaços espalhados pelo céu em forma de estrelas.

Meu destino é buscar eternamente a glória efêmera, a alegria delirante do rum, e morrer na eterna luta contra o mundo. Abordar, saquear, tomar para mim o que não de todos e, portanto não é de ninguém. Meus sonhos não me deixam acordar. Minha ética é não perder, mesmo que não vença.

Não me interessa que os mares sejam sete, os medos um pouco mais que doze e as possibilidades de calmaria sejam zero. Nasci em noite de mar revolto. Vivo dia após dia coberto de pólvora e rum e maresia. Do fio de minha espada emana o cheiro do sangue dos meus inimigos. Não desisto. Quem carrega na alma o corsário jeito de passar pelos dias, o modo de sorrir para os céus, sabe que, o futuro, a ninguém pertence.

Não interessa nenhum dos perigos deste e de outros mundos. O mundo que cante em verso e prosa essa estória sem fim. A estória do pirata que cruzou risonhamente todos os mares, e descobriu que o viver pode se resumir a uma frase: "viver é ter você em mim".


MUDANÇA
Sempre é preciso saber qdo uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.

06 julho 2009

FORÇA ESTRANHA
Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor
Do caminho daquele menino...

Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
E eu nunca passei...

Eu vi a mulher preparando
Outra pessoa
O tempo parou prá eu olhar
Para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
Que nunca passou...

Eu vi muitos cabelos brancos
Na fonte do artista
O tempo não pára e no entanto
Ele nunca envelhece...

Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada
É o pé e é o chão...

Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada
Vontade encoberta
E a coisa mais certa
De todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada
É o sol...

Por isso uma força
Me leva a cantar
Por isso essa força
Estranha no ar
Por isso é que eu canto
Não posso parar
Por isso essa voz, essa voz
Tamanha...

RONALDO
Brilha muito no Corinthians