URUBUS DO FLAMENGO
Sou flamenguista e não assisti ao jogo. Cometi a heresia de assistir a um filme de 21h20 no cinema. Na sala quase vazia, olhei para os lados e só vi velhinhas. Algumas mulheres em grupo. Um ou outro marmanjo - tricolores, botafoguenses. Antes dos trailers, deu para ouvir gritos de "Vasco" pelas ruas. Depois, o pessoal zen do cinema sacou os celulares sem disfarçar a preocupação com o placar final da partida. Os que descobriam, passavam a notícia ao vizinho. E começaram as mentiras: “Flamengo, de virada, 6 jogadores expulsos”. Foi aí que me dei conta: 99,9% das mulheres estavam torcendo contra o time de coração do marido, namorado, pretendente, tico-tico-no-fubá. Todas imediatamente fecharam os olhos: “droga. Os desgraçados ficaram bêbados e voltarão tarde para casa” - se voltassem. Elas, cheirosinhas, cabelo escovado, ar blasé. Eles, felizes, suados, tortos, cantavam hinos e não mulheres. Ouvi dizer que torcer contra o Flamengo era torcer a favor do namoro e que, na comemoração de final de campeonato, as chances de chifre se multiplicam. Será? As mulheres, como sempre, devem estar com a razão.

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