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12 abril 2006

OUVI DIZER UMA VERDADE

Incrível como nos tornamos personagens de histórias que parecem lendas. Dizem que Judas traiu Cristo. Por outro lado, existe uma minoria que pensa o contrário e defende a idéia de que, na verdade, Judas não teria compreendido Jesus. Mesmo depois de tudo, quando o filho de Maria estava prestes a ser preso pelos soldados romanos, acompanhados do suposto traidor, Jesus o trata como um amigo. Quando o encontra pela última vez, Cristo fala: "Amigo, a que vistes?"
Situação curiosa aconteceu comigo. Eu participava de um diálogo pouco amistoso, quando disseram que entre mim e outra pessoa havia um conflito. Tanto eu quanto a referida pessoa negamos o problema, mas havia, por parte de outros, interesses contrários. Dizia Shakespeare que "uma das poucas pessoas que você espera que o chuta quando cai, é uma das poucas que o ajuda a levantar." Suponhamos que houvesse realmente o conflito acima mencionado. Na hora da discussão, a pessoa indicada como inimiga foi a única a dar sinal de paz em relação a mim.
O exemplo de Jesus ensina que devemos dar oportunidade ao bem até o último momento.
Na mesma situação amistosa, alguém que, até então de minha confiança, foi quem atirou farpas. O difícil, quando isso acontece, é que não estamos preparados. A surpresa nos deixa anestesiados, sem força para agir. Talvez se Judas não fosse um apóstolo que tivesse a confiança de Cristo, não o teria laçado. Minha avó dizia que quando nos apoiamos em bases falsas, corremos o risco de cair. "Até tu, Brutus!". Graças a Deus, não sei fazer isso.
De acordo com esta lógica, antes um inimigo de verdade a um falso amigo. O falso amigo, nunca se sabe quando vai ser contra. O inimigo, pelo menos, temos a bela esperança de, um dia, ele nos estender a mão. Felizmente, não tenho inimigos. Falsos amigos, talvez alguns. Amigos de verdade, a maioria.
Então, nesta Semana Santa, quero pedir desculpas aos meus amigos, porque posso não ser um amigo perfeito, mas sou um amigo de verdade e, sempre, mesmo que não precise, estarei do seu lado.

08 abril 2006

Papo de Xópis

- E aí, cara!
- Quanto tempo!
- Pô.
- É mesmo.
- E aí?
- Tudo bem.
- Beleza. E você?
- Tudo jóia.
- E o pessoal?
- Tá todo mundo legal.
- Marcelão, Juliana...
- A galera toda.
- Que bom.
- E num é?
- Quê mais?
- Então.
- E as novidades?
- Nada de mais. E você?
- Também.
- Vai ficar até quando?
- Até segunda.
- Vem quando de novo.
- Próximo ano.
- É?
- E num é, rapaz?
- Que tem feito?
- Só estudando.
- Com certeza.
- Então tá.
- E você?
- Nada demais.
- Então é isso.
- Pois tá bom.
- Valeu.
- Me liga pra gente conversar mais!
- Ok!
- Té mais.
- Te cuida.

DICIONÁRIO – Felicidade

1- movimento espontâneo da boca em direção às orelhas;
2- pedaço de gente com cheiro de talco;
3- distúrbio psicológico que causa avalanche de gargalhadas;
4- momento em que os ponteiros do relógio decidem dançar valsa;
5- erva da qual se faz um chá afrodisíaco;
6- movimento elíptico do sol em torno do ser amado;
7- roçar dos pés sob o cobertor em noites com temperatura inferior a 18 graus;
8- olodum dentro do peito;
9- líquido viscoso que escorrega por entre os dedos;
10- desejo súbito de voar;
11- onde se guardam sorrisos;
12- sensação de se ter feito o que deveria ter feito;
13- exibição permanente da arcada dentária sem motivos justificados aos olhos dos desprovidos de inocência.